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Moraes rejeita serviço militar para Mário Fernandes e Garnier

Moraes rejeita planos de trabalho militar para Fernandes e Garnier, dizendo que atividades violam condenações; orienta apresentação de planos administrativos

Alexandre de Moraes disse que propostas de trabalho seriam incompatíveis com conduta dos condenados
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Moraes rejeitou os planos de trabalho militar apresentados para reduzir as penas de Mário Fernandes e Garnier. Os condenados cumprem pena após a operação que investiga a trama golpista. As decisões foram divulgadas nesta semana.

Para Fernandes, o Comando Militar do Planalto sugeriu atividades ligadas à análise de obras históricas e pesquisas técnicas para formação militar. O objetivo era disciplinar o cumprimento da pena com atividades intelectuais.

No caso de Garnier, o Comando de Operações Navais indicou atividades como avaliação de sistemas de apoio à decisão e análise de técnicas de avaliação operacional da Marinha. As propostas tinham foco técnico-militar.

Moraes já havia autorizado trabalhos militares anteriormente, mas reconsiderou após avaliação das propostas. Ele afirmou que as atividades estavam diretamente ligadas ao aperfeiçoamento das Forças Armadas, o que seria incompatível com a condenação dos réus.

As decisões ressaltaram que Fernandes e Garnier foram condenados por condutas incompatíveis com o Estado de Direito, a democracia e os princípios constitucionais. Por isso, o Judiciário entendeu ser inadequada a participação em atividades ligadas às Forças Armadas.

O ministro pediu que os comandos apresentem planos alternativos, com foco administrativo. A ideia é manter a opção de redução de pena, sem envolvimento direto com função militar ou defesa institucional.

Garnier foi condenado a 24 anos de prisão, acusado de oferecer apoio da Marinha para impedir a posse de Lula e manter Bolsonaro no poder. Fernandes recebeu 26 anos e seis meses, após o plano “Punhal Verde e Amarelo” ter sido descoberto pela PF em 2024.

Segundo o material do processo, Fernandes alegou ter apenas digitalizado um estudo de risco, sem compartilhar com terceiros. A defesa sustenta que não houve comunicação de responsabilidade ou uso de informações para ações.

A Lei de Execução Penal prevê desconto de pena de um dia a cada três dias de trabalho ou 12 horas de estudo. A possibilidade de ajuste permanece em aberto, conforme novas avaliações dos comandos.

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