O STF divulgou uma manifestação pública de sua presidência, Edson Fachin, sobre o desgaste causado por decisões de Dias Toffoli no caso Master. A nota não foi apenas formal, mas reflexo de um racha interno.
Fachin interrompeu as férias, antecipou o retorno a Brasília e iniciou uma rodada de conversas com colegas para tentar debelar a crise. O movimento busca conter a crise institucional do tribunal.
O presidente do STF disse, a pessoas próximas, que o momento exige sua presença em Brasília para tratar do tema. A iniciativa ocorreu após levantamento de apoio interno ao texto.
A nota foi divulgada na noite de quinta-feira (22). O conteúdo já vinha sendo discutido com parte da corte, incluindo o vice-presidente Alexandre de Moraes.
Entre os ministros que participaram das tratativas, está o grupo que defende a atuação de Toffoli no inquérito. Gilmar Mendes também integra esse alinhamento, segundo apurações.
Outros ministros souberam da nota apenas após a divulgação pela Secretaria de Comunicação Social do STF. A divergência interna ficou clara na leitura do documento.
A posição de Fachin dividiu opiniões. Uma ala avaliou a nota como equilibrada, defendendo institucionalmente Toffoli. Outra viu o texto como pouco esclarecedor.
Ao mencionar instituições como Banco Central, PF e PGR, a nota gerou críticas de quem achou o texto pouco incisivo em relação aos próprios ministros que criticam Toffoli.
Relatos à CNN indicam que Toffoli reclamou das críticas; Fachin, por sua vez, busca proteger o Judiciário e sinalizar ajustes futuros de atuação, sem afastar antigos entendimentos.
Especialistas em ética institucional observaram que a nota não incluiu autocrítica, o que gerou desapontamento entre assessores e defensores de mudanças de hábitos no STF.
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