O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reinstalou, neste sábado, grades de proteção ao redor do Palácio do Planalto em Brasília, por temor a protestos nas proximidades. A decisão ocorreu durante a passagem de uma caminhada de apoio que avança em direção à capital federal.
A mobilização é liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e teve início na cidade de Paracatu, no interior de Minas Gerais, na segunda-feira (19). A previsão é de que a passeata percorra cerca de 240 quilômetros até chegar a Brasília, com aproximadamente 400 manifestantes estimados para domingo (25).
Segundo apuração da Folha de S. Paulo, o Gabinete de Segurança Institucional justificou a reintrodução das barreiras como medida preventiva, alinhada aos protocolos de segurança. O objetivo é controlar o acesso e reduzir riscos à sede do governo diante da movimentação descrita.
Contexto de segurança
Historicamente, o Palácio do Planalto já manteve cercas permanentes por longos períodos após as jornadas de 2013, mas, desde o primeiro mandato de Lula, essas estruturas passaram a ser utilizadas apenas em ocasiões pontuais, conforme avaliação das autoridades de segurança.
O reforço atual acompanha episódios recentes, incluindo a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, com políticas de controle de ordem pública para evitar confrontos. A situação reforça a atuação conjunta entre órgãos de segurança e organização de eventos públicos na Esplanada dos Ministérios.
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