O aumento de cobranças de leaseholders no Reino Unido ganha destaque enquanto prometeções de reforma atrasam e deixam moradores à beira da ruína financeira. Em Moseley, sul de Birmingham, Sarah, proprietária de um flat de 1 quarto, relata contas que chegaram a quase £14 mil e uma média anual de serviço de ~£1,4 mil, com reserva prevista para obras no telhado. Ela já trabalha em tempo integral e precisou de um segundo emprego para pagar as cobranças.
A situação, segundo moradores, evidencia um problema sistêmico ligado à reforma prometida pelo governo. O projeto já foi aprovado, mas a maior parte depende de regulamentação complementar ainda não publicada. O anúncio inicial de que a reforma eliminaria o leasehold em 100 dias foi abandonado devido à complexidade da tarefa.
Wakefield Court, em Birmingham, é exemplo de tensão entre moradores e a administração. O grupo Freshwater Group alega que as obras são para manter a estrutura, não relacionadas ao direito de gestão. Já, em Wakefield, ações de gestão estão travadas há 18 meses, com o custo de ~£15 mil para a classe de moradores lutar pelo direito de administrar o condomínio.
Em Wanstead, leste de Londres, moradores de Buxton, Hood e Lister Lodges relatam cobrança de cerca de £40 mil por família para grandes obras que não começaram há mais de cinco anos. A alegação é de negligência da freeholder, a Newham Council, que, segundo os residentes, não realizou manutenções necessárias. A prefeitura afirma que as obras estão em fase de consulta formal.
Jonathan, morador de Hackney, foi obrigado a sair após infiltrações graves em Pickering Close. A gestão, FirstPort, acumula reclamações e já cobrou mais £3 mil recentemente. A casa apresenta problemas estruturais, com risco de danos elétricos. O governo acompanha dezenas de queixas contra a empresa.
Autoridades locais afirmam que os atrasos em Wanstead e Hackney decorrem de questões ambientais, planejamento e necessidade de consulta formal. Um porta-voz da Newham Council disse que a etapa de contratação está em processo de consulta e que os atrasos são inevitáveis. A FirstPort informou que as obras de telhado em Pickering Close devem começar em fevereiro, com duração estimada de quatro semanas.
Moradores de várias regiões relatam cobrança elevada, falhas de manutenção e falta de canais efetivos de suporte. O debate público permanece sobre como as mudanças propostas podem reduzir custos com taxas de serviço, ampliar transparência e facilitar a transferência de gestão, sem prejudicar quem já financia reformas. O governo mantém a promessa de mudanças, mas sem data definida para a implementação completa.
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