O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, defendeu nesta segunda-feira, 26, a relatoria do ministro Dias Toffoli, do STF, nos desdobramentos envolvendo o Banco Master. O posicionamento ocorre após semanas de pressão sobre o magistrado, que centralizou a investigação com alto grau de sigilo. A PF afirmou que o andamento do caso segue regras legais e determinações do Judiciário.
Andrei Rodrigues destacou a autonomia da PF, sobretudo na análise técnica de provas e na condução de investigações sensíveis. Ele afirmou que a independência investigativa fortalece o enfrentamento ao crime organizado e que os resultados são consequência dessa atuação. O diretor também informou que o material apreendido está sendo analisado, com peritos já atuando.
Segundo o diretor, a instituição atua com isenção desde o início da atual gestão, mesmo diante de decisões centralizadoras de Toffoli. Sobre depoimentos de oito investigados previstos para esta segunda e terça-feira no STF, Rodrigues disse que a finalidade é obter informações relevantes para a instrução do processo. Os delegados devem formular as perguntas necessárias durante as oitivas.
Desdobramentos e procedimentos
A condução das oitivas na sede do STF contrasta com o rito usual, que prevê atuação da PF. A escolha pelo STF para a tomada de depoimentos, aliada às controvérsias sobre guarda e perícia das provas, permanece em debate entre autoridades e setores da Justiça. Em outro ponto, Toffoli autorizou a revisão da guarda de provas pela Procuradoria-Geral da República e, depois, reverteu a decisão para que a PF realizasse a perícia, definindo os peritos.
A realização de uma acareação entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também gerou controvérsia. Divergências entre a delegada responsável pelo caso e um juiz auxiliar de Toffoli apontaram para questões sobre quem definiria o roteiro e as perguntas da oitiva.
Contexto institucional
Andrei Rodrigues reiterou que a PF mantém atuação autônoma para assegurar a integridade das investigações. A defesa de Toffoli de manter a relatoria tem recebido críticas de setores da imprensa, mas a PF enfatiza continuidade do devido processo e respeito às regras legais. O caso permanece sob análise técnica, com novos desdobramentos esperados nos próximos dias.
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