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Ex-senador francês em julgamento por dopar legisladora para agredi-la

Ex-senador francês vai a julgamento por suposto dopar deputada para cometer agressão sexual, em caso que reacende debate sobre crimes com droga

Former French senator on trial in MP drugging case, at Paris court
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Um ex-senador francês foi a júri na segunda-feira, acusado de dopar a bebida de uma deputada com ecstasy, com a pretensão de cometer assédio sexual. Joel Guerriau, 68 anos, deixou o cargo no Senado em outubro de 2025 em meio ao caso. A acusação aponta que ele administrou à deputada Sandrine Josso uma substância capaz de reduzir o discernimento para facilitar agressão sexual.

O documento judicial também o acusa de posse e uso de ecstasy. Guerriau nega as acusações. A deputada Josso afirmou às autoridades que se sentiu mal após beber alguns goles de champanhe oferecido pelo ex-senador em seu apartamento, para comemorar uma vitória eleitoral.

Josso relatou que o champanhe não tinha o sabor habitual e que, se não tivesse conseguido deixar o imóvel, estaria certo de que seria agredida. Exames toxicológicos confirmaram traços de ecstasy no sangue da deputada, e a droga foi encontrada no apartamento de Guerriau.

Se condenado, Guerriau pode cumprir até cinco anos de prisão e pagar multa de 75 mil euros. O advogado dele não respondeu de imediato aos contatos da imprensa. O caso ganhou repercussão no país, após o veredicto envolvendo Dominique Pelicot em 2024, acusado de drugging e agressão contra a esposa.

Contexto

Guerriau pertence ao Horizon, partido de centro-deste que integra a coalizão governista de Emmanuel Macron. A bancada e o partido anunciaram a suspensão do político após as acusações, em novembro de 2023. O julgamento ocorre até terça-feira, com a tramitação de provas e depoimentos.

O debate público sobre violência com drogas ganhou força na França após o caso Pelicot, que estimulou mudanças legais para incluir consentimento explícito na definição de estupro, alinhando-se a práticas de outros países europeus. A atualização legal foi aprovada pelo parlamento no ano passado.

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