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Fachin: maioria do STF apoia código de conduta, mas não agora

Fachin diz que maioria do STF apoia código de conduta, mas vê momento inadequado por causa das eleições

Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ, durante evento em memória dos três anos dos atos de 8 de janeiro em Brasília. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a maioria dos colegas apoia a ideia de um código de conduta para membros de tribunais superiores. No entanto, ele destacou que o momento histórico não seria propício para a adoção, especialmente em ano de eleições. A leitura é de que o tema passa por cautela institucional.

Fachin sinalizou que há resistência entre alguns ministros, ainda que não seja a posição da maioria. Segundo ele, a corrente contrária entende que não há necessidade do código neste momento, o que, na visão dele, não impede que o tema seja discutido futuramente.

O ministro também citou a Lei Orgânica da Magistratura (LOMAN) como base para argumentar que já existem normas de conduta aplicáveis a magistrados. A discussão, segundo ele, envolve perguntas abertas: a obrigatoriedade de um código é imprescindível e, em caso negativo pela maioria, o tema seria encerrado.

Elementos da proposta

A ideia de Fachin, que ganhou força com sua ascensão à presidência do STF e do CNJ, seria inspirada na experiência alemã. O objetivo é reforçar padrões de conduta e evitar conflitos entre atuação pública e decisões judiciais.

A proposta inicial prevê restrições a declarações públicas feitas por ministros em entrevistas e palestras, além de regras de transparência sobre valores recebidos por cursos, palestras e participação em eventos.

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