O presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, afirmou que especulações sobre filhos de ministros que são advogados configuram o que chamou de filhofobia. A declaração foi feita em entrevista ao jornal O Estado de S Paulo, publicada nesta segunda-feira, 26.
Fachin ressaltou a necessidade de transparência sobre a atuação profissional de filhos de ministros. Questionou onde atuam, em quais ações e em que termos, defendendo que tais informações devem constar no código de ética dos tribunais superiores.
A defesa da transparência enfrenta resistência de alguns ministros, que apontam a Lei Orgânica da Magistratura como suficiente para regular conduta. A maioria, no entanto, concorda com a importância da medida, mas entende que o momento político não é ideal devido ao período eleitoral.
Transparência e aspectos institucionais
Fachin mencionou que, desde o início de sua atuação na Corte, busca promover mudanças culturais internas. Ele lembrou ainda a Lava Jato como exemplo de impacto ético e destacou que a reforma visa fortalecer padrões de conduta pública e privada no Judiciário.
A ideia é inspirada por experiências internacionais, incluindo modelos observados na Alemanha. A proposta vem sendo discutida com colegas de Corte desde a atuação de Fachin como presidente, iniciada em 2015. O debate foca na prevenção de conflitos entre função pública e atuação profissional de familiares de magistrados.
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