Ministérios enfrentam pressão para tornar pública a avaliação do custo do acordo com os EUA sobre medicamentos. Críticos dizem que o governo esconde o custo real, em meio a dívidas que podem crescer anualmente. O acordo foi firmado no mês passado.
O acordo prevê que o Reino Unido pague mais por medicamentos novos e permita que o NHS aumente gastos com tratamentos de vida longa, em troca de isenção de tarifas para exportações britânas de fármacos aos EUA. Governo afirma que isso não elevará custos além de 1 bilhão de libras entre 2025/26 e 2028/29.
MPs de Labour, Lib Dems, Greens e SNP firmaram, nesta semana, reunião para exigir a publicação da avaliação de impacto do acordo. A tarefa é liderada pelo ex-ladraco de shadow chancellor, John McDonnell, e envolve Wes Streeting e Peter Kyle.
O DP de Saúde e o Secretário de Ciência, Inovação e Tecnologia, Liz Kendall, sustentam que os custos adicionais somam apenas 1 bilhão de libras no período citado. Não apresentaram estimativas para 2028/29 em diante nem quem arcará com esse custo.
O acordo também promete dobrar a participação do gasto público em novos fármacos, de 0,3% do PIB para 0,6% até 2035, com aumentos anuais até lá. No entanto, informações de longo prazo permanecem não divulgadas.
Reação e próximos passos
O grupo crosspartidário discutirá, nesta quarta, a possibilidade de obter debate e votação na Câmara sobre o acordo. Também pretendem chamar comissões da Câmara para investigar como o acordo foi fechado.
O Departamento de Saúde e Cuidados Sociais (DHSC) e as secretarias de Kyle e Kendall foram procurados, mas não divulgaram custos além de 2028/29. O DHSC também recusou respostas a pedidos de informação sobre custos de longo prazo.
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