A candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado em Santa Catarina se tornou, segundo aliados, um caminho sem saída. Desistir seria interpretado como fraqueza familiar e comprometeria a capacidade de indicar aliados em outras regiões.
Parlamentares catarinenses questionam a escolha do estado para a disputa, já que Eduardo Bolsonaro permanece nos EUA e Flávio Bolsonaro sinaliza pré-candidatura presidencial. Além disso, a narrativa interna aponta que a decisão atende aos interesses da família, mantendo o apoio político ao filho.
Carlos não é visto como favorito pelos membros do PL local. A liderança aponta como ameaça principal a deputada Carol de Toni, que lidera as pesquisas, seguida pelo senador Esperidião Amin. Caso o partido priorize chapa pura, Amin seria o nome que restaria no cenário.
Cenário eleitoral
A avaliação interna do PL mostra que Carlos tem rejeição maior entre os eleitores: 34,1%, frente a 4,7% de Amin e 3,1% de Carol de Toni. O conjunto de candidaturas para dois senadores aumenta o risco de que seus rivais conquistem o segundo voto.
Ana Campagnolo, deputada estadual (PL) e figura influente, tem posição pivotal na resistência interna. Ela questionou publicamente o alinhamento com Carlos, articulando o discurso de que seguir a linha de apoio não implica subserviência.
Mesmo com o atrito, a bancada catarinense do PL planeja apoiar a candidatura de Carlos.get não demonstram entusiasmo, porém afirmam que atender ao desejo da família Bolsonaro complica resistir a decisões de Jair Bolsonaro e seus aliados. A defesa de futuras ações é apresentada como ordem de Bolsonaro.
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