Keir Starmer anunciou, nesta manhã, a fixação de um teto para o ground rent de 250 libras para os contratos de leasehold. A medida, que faz parte de um projeto de lei de reforma de leasehold e commonhold, visa reduzir o custo de moradia para milhões de proprietários e evitar que o aluguel de solo inviabilize a venda de imóveis.
A proposta surge após meses de pressão de setores financeiros que defendem que o teto prejudicaria investidores e fundos de pensão com ativos no mercado. A anúncios também sinaliza a intenção de banir leasehold para novos apartamentos e permitir a migração de contratos existentes para o regime de commonhold.
No governo, o secretário de habitação destacou que imóveis com ground rents altos podem se tornar insustentáveis ao longo do tempo, afetando o acesso à casa própria. Segundo ele, a reforma fortalece a propriedade e encerra o modelo de leasehold para novas unidades.
A reportagem lembra que a medida pode entrar em vigor apenas no fim de 2028, conforme o texto do draft bill. O anúncio ocorre enquanto o partido busca apoio político e enfrenta críticas de adversários que argumentam sobre impactos no mercado imobiliário.
Entre as respostas, Angela Rayner, ex-vice-primeira-ministra, é citada como tendo criticado a dependência de interesses financeiros, destacando que a mudança representa uma escolha de lado do governo. A Green Party cobra avanços adicionais, defendendo a abolição completa do leasehold.
Agenda do dia indica outras deliberações ministeriais, como uma possível linha de apoio a pubs com dificuldades tributárias e a participação de representantes do governo em comissões parlamentares. O dia também prevê visitas e declarações públicas de membros do Executivo.
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