O caso do Banco Master mobilizou o Congresso, gerando um draw de pedidos de CPIs. Parlamentares já planejam instalar ao menos três comissões para investigar o escândalo, após o recesso.
As CPIs anunciadas são uma no Senado, uma na Câmara e outra mista. Os proponentes — Eduardo Girão, Rodrigo Rollemberg e Carlos Jordy — dizem ter resistência expressiva entre colegas para abrir as investigações.
A depender de apoio, as propostas precisam do aval de Hugo Motta, presidente da Câmara, e de Davi Alcolumbre, do Senado. Há receio de desagradar oligarcas aliados de Vorcaro, dono do Master.
A operação política envolve também o Planalto, que teme expor encontros fora da agenda com Vorcaro e contratos relacionados ao escritório da família de Ricardo Lewandowski. O tema envolve interesses de poder e remunerações.
Enquanto o Congresso discute as CPIs, a PF avança no inquérito sobre o Master. Daniel Vorcaro afirmou ter muitos amigos nos três poderes, sem citar nomes, limitando-se a tratar a agenda como ativo financeiro.
No cenário institucional, decisões sobre abertura das CPIs podem, se necessário, seguir ao Supremo para assegurar o direito de investigação parlamentar. A disputa envolve forças políticas e institucionais.
O caso aponta para uma tensão entre apetite de fiscalização e resistência entre grupos de poder, com investigações que prometem ampliar o escrutínio sobre vínculos entre Vorcaro e autoridades.
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