A Justiça da Coreia do Sul condenou Kim Keon Hee, ex-primeira-dama, a 20 meses de prisão por corrupção. A decisão ocorreu nesta quarta-feira, 28, em Seul, por ter recebido bolsas Chanel e um pingente de diamantes de membros da Igreja da Unificação, em troca de favores políticos.
Kim Keon Hee é esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol, que não responde a este caso. A ex-primeira-dama foi absolvida de duas acusações: manipulação do preço de ações e violação da lei de financiamento político. Promotores devem recorrer.
A sentença não envolve diretamente o marido, que aguarda julgamento por possível tentativa de golpe, com possível pena de morte ou prisão perpétua. O julgamento ocorre em três semanas no mesmo tribunal central de Seul.
Kim Keon Hee permanece presa desde agosto, sob a argumentação de evitar destruição de provas. Investigadores afirmam que a ex-primeira-dama não participou da suposta trama golpista, mas a relação com a denúncia de suborno persiste.
Contexto do caso
A Igreja da Unificação, alvo da acusação, negou suborno e afirmou que as doações são voluntárias. A liderança, Han Hak-ja, também está sob julgamento, enquanto Sun Myung Moon já faleceu. A igreja nega envolvimento indevido com autoridades.
Julgamento de Yoon Suk Yeol
Em breve, o Tribunal Distrital Central de Seul deve se pronunciar sobre a acusação de tentativa de insurreição. A promotoria sustenta que houve um plano para impor lei marcial com apoio de aliados próximos. A pena prevista varia conforme a avaliação do tribunal.
Entre na conversa da comunidade