A cidade de Filadélfia entrou com uma ação contra o Departamento de Interior dos EUA e o National Park Service (NPS), acusando o órgão de agir fora de sua competência ao remover uma exposição sobre a escravização veiculada na antiga residência presidencial de George Washington. A remoção ocorreu no contexto de uma revisão promovida pelo governo federal sobre materiais de parques nacionais.
A ação, apresentada em 22 de janeiro na Corte Distrital do Leste da Pensilvânia, afirma que Washington escravizou nove pessoas cuja história era celebrada no espaço. A exposição intitulada The President’s House: Freedom and Slavery in the Making of a New Nation já havia sido alvo de atrasos e mudanças antes da retirada.
Fundamentos da ação
O município sustenta que o acordo de 2006 entre a cidade e o NPS previa aprovação conjunta de design final e das opções interpretativas. Embora a transferência de direitos de propriedade tenha ocorrido em 2015, a cidade argumenta que isso não autorizou alterações substanciais na exibição.
A queixa aponta que a remoção, de acordo com a ação, ocorreu sem consulta a autoridades locais e sob a alegação de violar procedimentos administrativos. A prefeitura também afirma que a transferência de direitos autorais não incluiu o poder de destruir ou alterar significativamente a exposição.
Envolvidos e contexto
Além do Departamento de Interior e do NPS, figuram como rés o secretário do Interior, Doug Burgum, e a diretora interina do NPS, Jessica Bowron. A prefeitura descreve a remoção como um ato retaliatório ligado a uma agenda federal de revisão de conteúdos históricos.
Em resposta, um porta-voz do Interior citou a execução de uma ordem executiva assinada em março de 2025 relacionada à história dos Estados Unidos, e afirmou que Filadélfia deveria concentrar esforços em questões locais, em vez de processar a administração federal.
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