O 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou, via ofício ao ministro do STF Alexandre de Moraes, que a equipe médica que fornece a medicação ao ex-presidente Jair Bolsonaro recebe apoio de um preso em regime semiaberto. A ação é apresentada como forma de remição de pena.
O documento descreve que a distribuição de remédios ao custodiado Jair Messias Bolsonaro ocorre pela Seção de Cadastro, com o auxílio eventual de custodiado semiaberto, designado apenas para essa finalidade, sob supervisão do efetivo policial.
A PMDF afirma que a distribuição é padronizada e controlada, alcançando todos os custodiados do Núcleo. Questionamentos sobre a identidade do preso e sobre a defesa de Bolsonaro não tiveram resposta até o momento.
O ofício também solicita que as visitas a Bolsonaro ocorram aos sábados, apesar das regras atuais preverem visitas às quartas e quintas. A polícia encaminha o pedido para permitir que o ex-presidente caminhe em um campo aos fundos da penitenciária.
Além disso, há o pedido para que Bolsonaro participe de atividades religiosas com os demais detentos, conforme indicado pelo documento. A PMDF não detalha prazos para as mudanças.
Bolsonaro ficou detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília até sofrer uma queda com lesão na cabeça, sendo encaminhado ao hospital DF Star. O caso levou Moraes a determinar que ele fosse encaminhado à Papudinha.
Segundo informações do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), o pai apresenta cardiopatia, refluxo, hipertensão, apneia do sono e histórico de câncer de pele. A saúde do ex-presidente piorou após uma facada em 2018.
O ex-presidente, de 70 anos, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Caso o Congresso derrube o veto de Lula ao projeto de dosimetria, a pena pode ser reduzida para dois anos e quatro meses.
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