Foi realizada em Panamá a primeira jornada do Fórum Econômico Internacional América Latina y el Caribe, com a participação de sete chefes de Estado de diferentes signos políticos. O objetivo foi discutir integração regional diante de crises e polarização crescente no continente. A conclusão apresentada foi a de buscar maior cooperação entre os países.
Entre os presentes estiveram o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o anfitrião panamenho José Raúl Mulino, além dos presidentes de Colômbia, Ecuador, Guatemala e Bolivia, o primeiro ministro de Jamaica e o líder eleito do Chile. O encontro ocorreu na tarde de quarta-feira como parte de um evento promovido pelo CAF, o banco de desenvolvimento da região, em parceria com o Grupo Prisa.
Lula abriu o pronunciamento destacando que nenhum país pode resolver seus problemas sozinho e criticando a lentidão de instituições regionais. Ele citou a CELAC como um ponto de fragilidade institucional e enfatizou a necessidade de uma agenda comum para a América Latina.
O presidente colombiano Gustavo Petro destacou a importância de evitar ataques e mostrou apoio a uma aliança regional ampla. Ele ressaltou que a região deve buscar diálogo com os Estados Unidos para enfrentar ameaças e promover cooperação.
O presidente electo do Chile, José Antonio Kast, defendeu a superação de divergências ideológicas e enfatizou a cooperação entre vizinhos. Segundo Kast, uma integração mais profunda depende de relações sólidas entre os países da região.
O primeiro-ministro jamaicano Andrew Holness lembrou as consequências de desastres naturais recentes e sugeriu que a região precisa ampliar a capacidade de resposta conjunta. Já o presidente de Guatemala, Bernardo Arévalo, ressaltou a necessidade de flexibilidade para adaptar o regionalismo ao novo order global.
O Ecuador, representado pelo presidente Daniel Noboa, manteve posição de segurança e combate ao crime. Noboa não respondeu diretamente ao convite de Petro para diálogo bilateral durante o evento, reiterando foco em políticas de segurança e cooperação transfronteira.
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