O arcebispo de York, Stephen Cottrell, foi absolvido de conduta imprópria na forma de manejo de um caso de abuso sexual cometido por um sacerdote. A decisão foi anunciada após avaliação de como Cottrell lidou com o padre David Tudor, que foi alvo de acusações no passado.
Tudor foi proibido de ministério em 2024, após reconhecer relacionamentos sexuais com duas garotas de 15 e 16 anos na década de 1980. Anteriormente, ele já havia sido suspenso por cinco anos em 1988 por relação com uma aluna de 16 anos, e retornou ao serviço na igreja em 1994.
Contexto da decisão
A BBC revelou que, quando era bispo de Chelmsford, Cottrell renovou em duas ocasiões o contrato de Tudor como diretor regional no Essex, apesar de conhecer seu histórico de abuso, o veto para ficar sozinho com crianças e o pagamento de 10 mil libras a uma vítima.
O presidente do tribunal designado pela Igreja da Inglaterra, Stephen Males, afirmou que houve erros no tratamento do caso, mas não houve violação ética suficiente para caracterizar má conduta. Ele ressaltou que Cottrell não tinha poder para remover Tudor do ministério e não pode ser responsabilizado pela decisão anterior.
Reações e próximos passos
Cottrell reconheceu falhas no manejo do caso e declarou que houve aspectos que poderiam ter sido diferentes. O arcebispo informou que, nos primeiros meses como bispo de Chelmsford, recebeu informações sobre Tudor e buscou reduzir o risco que ele oferecia, conforme avaliações de risco.
Em nota de 2024, Cottrell afirmou que a nomeação de Tudor como diretor regional foi uma decisão tomada de boa fé, dada a avaliação de risco, e que lamenta o sofrimento de vítimas e sobreviventes. A igreja mantém o foco em aprimorar procedimentos de proteção e salvaguarda.
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