Investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público Federal definiram os próximos passos da investigação sobre o caso Master. A apuração envolve a segunda operação sobre o banco e concentra-se em possíveis crimes relacionados à fraude de balanços para viabilizar a venda ao BRB, com desdobramentos em múltiplas instâncias.
O inquérito, hoje em tramitação no Supremo Tribunal Federal, nasceu de uma queixa do Banco Central sobre a operação de compra e venda de ativos do Master pelo BRB. O objetivo é mapear responsabilidades e eventuais crimes, incluindo fraude e corrupção.
Além disso, o grupo técnico aponta que o “inquérito mãe” deve terminar em até 60 dias, apontando crime patrimonial e contra o sistema financeiro, com remessa provável à primeira instância. O caminho seguinte envolve criar novas linhas de apuração separadas do caso original.
Novas linhas de investigação
Segundo a apuração, a PF e o MPF avaliam indícios suficientes para abrir uma apuração independente, centrada em corrupção e compra de apoio parlamentar no Congresso, especialmente no Senado. O BRB deixaria de ser protagonista nesse cenário para se tornar parte de um quadro maior.
As suspeitas se apoiam em documentos obtidos na segunda operação de busca e apreensão, realizada com autorização do ministro Dias Toffoli, contra a diretoria do Master, Daniel Vorcaro e parentes do proprietário. Além de corrupção de agentes públicos, há indícios de suborno em diferentes esferas do Estado.
Desdobramentos previstos
O plano envolve uma série de pedidos para abertura de novas investigações em várias instâncias do Judiciário. Como as novas apurações não possuem ligação direta com o negócio que originou o inquérito hoje no STF, pode haver necessidade de sortear um novo relator para as ações que virão.
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