O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, apresentaram versões divergentes em acareação conduzida pela Polícia Federal. A oitiva ocorreu no fim de dezembro, por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Vorcaro afirmou desconhecer a participação da Tirreno nas negociações das carteiras vendidas ao BRB. Segundo ele, não havia registro de movimentação de dinheiro pela Tirreno, apenas de terceiros, e o Master teria negociado por meio de um formato de originadores terceiros.
Paulo Henrique Costa disse acreditar que as carteiras eram originadas pelo Master e vendidas a terceiros. Não reconheceu a participação direta da Tirreno, mas afirmou que, após verificação, as operações tinham origem na Tirreno. O ex-presidente detalhou dúvidas sobre os originadores específicos.
A acareação foi determinada por Toffoli, relator do inquérito que investiga supostos crimes envolvendo o setor financeiro. O foco é um suposto esquema de fraudes com carteiras de crédito vendidas entre instituições.
As investigações apontam para a fabricação de carteiras de crédito insubsistentes, que eram substituídas por ativos sem avaliação adequada após trâmites entre bancos e o BC. O BC já decretou a liquidação extrajudicial do Master e da corretora de câmbio.
Em outubro, o Banco Central havia autorizado a liquidação do Master, anunciada na véspera, inviabilizando a continuidade de operações de venda da instituição. Os próximos passos da apuração devem esclarecer a origem das carteiras e os responsáveis.
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