O maior número já registrado de deslocamentos de presos de volta à prisão ocorreu em Inglaterra e no País de Gales, conforme dados de fontes prisionais. A maioria envolve cumprimento de licenças e, segundo a Polícia de Oficiais de Prisão, alguns detentos quebram deliberadamente os termos para atuar no tráfico de drogas dentro das unidades.
Segundo a Prison Officers’ Association, a prática de cumprir a licença de forma intencional seria usada para lucrar com o comércio de entorpecentes nas prisões. Em dezembro, até 5 mil homens foram recallados, representando mais de um terço dos libertados no ano até junho de 2025.
A alta nos recalls coincide com mudanças no regime de liberação antecipada. Hoje, presos por delitos menos graves podem ser libertados após 40% da pena, ante 50% anteriormente. A partir do outono, a liberação deve ocorrer após um terço da sentença.
O total de detentos recallados mais que dobrou desde 2018, movido principalmente por descumprimento de condições de licença, falha de contato com a supervisão e falha em residir em locais aprovados. Cerca de 20% recebem acusação de novo delito.
Apoiada por números de cerca de 6 mil agentes de probation, a rede de supervisão atua sobre mais de 240 mil pessoas, com aumento na carga de trabalho, o que, segundo a associação, eleva o número de recalls por questões operacionais.
A fiscalização em presídios já havia alertado, em outubro, sobre a facilidade de acesso a drogas, com relatos de um “cardápio de drogas” a preço até mil vezes maior que o de rua. O governo prevê reformas para reduzir a população recalls.
A Sentencing Act, aprovada recentemente, atualiza políticas de recall. Medidas previstas incluem eliminar recalls curtos de 14 e 28 dias, liberando após 56 dias quem retornar por violação de condições.
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