O primeiro-ministro britânico Keir Starmer realizou uma viagem a a China que, na prática, serviu para consolidar um encontro com o presidente Xi Jinping. A reunião em Pequim teve duração prevista de 40 minutos, sem entrevista coletiva, com declaração conjunta entre as partes. Um dos pontos mitificados foi a possível inauguração de uma “mega embaixada” perto da Torre de Londres, que receberia sinal verde do governo britânico.
O governo chinês condicionou as conversas a uma pauta econômica e diplomática, mantendo o tom pragmático do encontro. Starmer aceitou a agenda com a expectativa de avançar em acordos de cooperação e esclarecer questões bilaterais, evitando atritos em público durante o encontro.
Para o britânico, o objetivo era sinalizar uma relação mais sofisticada com a China, com foco em ganhos comerciais e facilitação de vistos. O presidente Xi, por sua vez, destacou novas oportunidades de cooperação, admitindo a existência de divergências, mas defendendo uma postura de abertura.
Detalhes do encontro e próximos passos
Starmer concedeu entrevistas a jornalistas britânicos após a reunião, ressaltando avanços potenciais em áreas estratégicas. Segundo ele, haveria avanços em medidas de cooperação econômica e facilitação de viagens, incluindo a possibilidade de visto de 30 dias para chineses, alvo de interesse para facilitar negócios entre os dois países.
O governo chinês não divulgou compromissos vinculantes e manteve o tom de abertura a diálogos, sem confirmar mudanças rápidas em políticas diplomáticas. A embaixada britânica em Beijing não informou novos prazos para a inauguração da suposta mega embaixada.
Na agenda de temas sensíveis, a conversa abordou sanções e situações envolvendo dissidentes e questões de direitos humanos. O conteúdo exato das discussões permaneceu sem detalhes públicos, com as partes optando por declarações sob medida para evitar confronto direto.
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