Dias Toffoli sinalizou a possibilidade de devolver o caso do Banco Master à primeira instância, mas o encaminhamento depende do conteúdo das mensagens encontrados nos celulares de Daniel Vorcaro e de seu cunhado, Nelson Tanure. A declaração ocorre em meio a pressões internas sobre o papel do STF no caso.
Edson Fachin circulou entre ministros para angariar apoio ao retorno do processo à esfera inferior, em resposta à tensão institucional gerada pelo andamento da investigação. O tema voltou a protagonizar discussões entre magistrados, com sinais de cautela sobre o desgaste no STF.
O caso teve origem na primeira instância e ganhou repercussão no Supremo após a defesa mencionar autoridades com foro privilegiado. A abertura do STF ocorreu sob questionamentos sobre interferência de parlamentares e políticas, alimentando o debate sobre o foro competente.
Caso não haja menção a autoridades com foro privilegiado nos aparelhos apreendidos, o processo pode retornar à primeira instância. Mesmo assim, a avaliação interna é de que o retorno é pouco provável, dada a abrangência das ligações de Vorcaro no Legislativo, Judiciário e no meio político.
Se surgirem novos indícios de foro privilegiado durante as apurações em primeira instância, o caso pode retornar ao STF, abrindo espaço para questionamentos sobre atos já praticados. O conteúdo dos celulares, portanto, pode definir o foro e o curso da investigação.
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