A Polícia Federal (PF) apreendeu dezenas de planilhas com dados sobre emendas parlamentares em um endereço de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, durante a operação Transparência, em dezembro de 2025. A ação partiu de determinação do ministro do STF Flávio Dino.
A PF esteve na casa de Tuca e no gabinete dela na Câmara dos Deputados. Além de documentos, os agentes localizaram um computador antigo que reunia a maior parte das planilhas com os registros de emendas.
As planilhas estão em análise para verificar se correspondem aos registros das emendas de relator ou ao orçamento secreto. A investigação busca entender quem organizava essas informações e como funcionava a distribuição.
Tuca fica sob suspeita de ter exercido o controle e a organização do chamado orçamento secreto na modalidade de emenda de relator, atuação que teria início na gestão da pandemia, quando Arthur Lira era presidente da Câmara.
A operação investiga também se a ex-assessora acompanhou a transição de poderes para Hugo Motta, na Presidência da Câmara. O foco é mapear vínculos entre as lideranças e as planilhas encontradas.
Os depoimentos que embasaram o início da apuração incluíram parlamentares como Cleitinho, Adriana Ventura, Glauber Braga, José Rocha, Fernando Marangoni e Dr. Francisco. Eles relataram possíveis desvios de emendas de comissão.
No âmbito da PF, as emendas de comissão são vistas como a nova versão do orçamento secreto, após a proibição formal das RP9. A investigação busca esclarecer a relação entre as indicações e os recursos.
A defesa de Tuca não retornou a pedido da coluna, enquanto a assessoria de Lira optou por não se manifestar. A PF segue com a análise das planilhas apreendidas e a coleta de novas informações.
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