Gregory Bovino, então comandante de campo da Patrulha de Fronteira nos EUA, foi alvo de uma troca de e-mails em 2018 que o comparou a um general confederado. A mensagem foi enviada por um colega e anexou imagens ligadas à Confederação, associando-o a preferências de preenchimento de vagas.
O episódio envolve ainda o cargo que Bovino ocupava em New Orleans, onde um agente branco promovido por ele, em detrimento de processos regulares, gerou ações judiciais por discriminação racial movidas por dois agentes da fronteira. Os processos alegam obstrução a promoções de negros e latinos.
Durante o processo de contratação, o e-mail exibiu uma foto de William Mahone com a inscrição Chief Bovino. Bovino respondeu, pedindo para deletar, sem condenar o envio. Outros anexos mostraram reenactors confederados e soldados negros em posição de artilharia, com legendas associando o material à sede local da operação.
Em depoimento, o destinatário do e-mail afirmou que o envio buscava divertir Bovino por ser interessado em história. A mesma pessoa reconheceu que o conteúdo poderia ser visto como racista. Bovino mais tarde descreveu o material como inadequado, mas não classificou como racista.
As informações sobre o caso vieram à tona junto a reportagens do American Prospect e do nola.com, que também mencionam que Bullock, o promotor promovido, foi formalmente repreendido. A DHS não respondeu a pedidos de comentário sobre o episódio.
Sobre desdobramentos, a administração de Donald Trump demitiu Bovino de sua função de comando na fronteira e o deslocou de Minneapolis. Em janeiro, agentes federais haviam feito uma operação que resultou na morte de dois cidadãos, em incidentes separados.
O episódio ocorre em meio a ajustes na liderança de operações de imigração, com o então chefe de fronteira Tom Homan assumindo a condução das ações no Minnesota e indicando a necessidade de melhorias, sem detalhar mudanças específicas.
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