Dias Toffoli sinaliza flexibilização parcial do sigilo no caso Banco Master. O ministro, relator da investigação, deve abrir parte dos documentos nos próximos dias, segundo apuração de investigadores da PF e do STF. A medida visa ampliar a transparência sem expor elementos sensíveis.
A leitura interna é de que a liberação será seletiva, atingindo apenas itens que, para o relator, não comprometam a apuração. Críticos avaliam que o saldo é o de frear o debate público sobre nomes influentes de Brasília citados no inquérito.
Enquanto isso, Toffoli pretende esperar pelo menos 60 dias de andamento antes de decidir se o processo fica no STF ou retorna à Justiça Federal. A PF pediu prazo adicional para aprofundar diligências, mantendo o caso sob supervisão do Supremo.
Sigilo, transparência e desdobramentos
Ao divulgar uma nota, Toffoli disse ter sido definido por sorteio o foro e que o sigilo existia desde a primeira instância. Ele informou que a competência final será definida apenas após essa etapa, com avaliação sobre possível retorno à Justiça Federal.
A operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master, pode ter novas fases. A autoridade monetária acompanha o caso, o que sustenta a leitura de que não houve surpresa para a defesa de Daniel Vorcaro. O STF permanece dividido quanto ao desfecho institucional da crise.
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