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Delator afirma ter sido informante de Moro e que podia pedir grampos de alvos

Delator afirma ter atuado como informante de Moro e ter autonomia para solicitar grampos, enquanto STF investiga uso da Justiça Federal.

Senador Sergio Moro discursa no plenário, em outubro de 2025
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O material obtido pela coluna reúne vídeos da Justiça Federal em que um ex-colaborador da 13ª Vara de Curitiba afirma atuar como informante do ex-juiz Sergio Moro, hoje senador. Nas imagens, o ex-colaborador sustenta que não exercia função de delator, mas participava da atividade sob a orientação de Moro. Ele também diz ter autonomia para indicar alvos de grampeamento.

Segundo as gravações, o ex-deputado Tony Garcia afirma ter colaborado com o Ministério Público por dois anos e meio, com apoio de um agente da Polícia Federal para solicitar interceptação telefônica. O depoimento alega também que Moro pedia que ele buscasse novos delatores.

A reportagem aponta que Moro é alvo de apuração no STF por suposto uso da estrutura da Justiça Federal do Paraná para coagir autoridades e políticos. O objetivo seria alcançar alvos que estariam fora do alcance do tribunal naquela jurisdição. Moro tornou-se senador em 2023.

Gravações e defesa

O ex-juiz respondeu às perguntas sobre o tema, afirmando que a investigação é baseada em relatos fantasiosos de Tony Garcia, que já foi condenado. Ele disse que não teve acesso aos autos para comentar o material do inquérito.

Garcia descreve, nas imagens, a suposta dinâmica de um acordo para entregar um esquema de venda de sentenças. Ele afirma ter atuado como infiltrado do Ministério Público e ter utilizado o telefone da 13ª vara para contatar alvos.

A coluna já mostrou que Moro é investigado no Supremo Tribunal Federal por suposta coação de autoridades por meio da Justiça Federal. A defesa do ex-juiz questiona os relatos e sustenta que discussões sobre o caso são antigas e complexas.

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