O The Send, evento evangélico internacional, ocorreu em cinco capitais brasileiras neste fim de semana. Discursos com viés político marcaram as apresentações de Silas Malafaia e Deltan Dallagnol, com pautas de ordem social e política no roteiro.
Malafaia participou de Recife (PE), atacando comunistas e defendendo a atuação do cristianismo como base de políticas públicas. O pastor afirmou que haveria espaço para autonomia de fiéis, independentemente de posicionamentos ideológicos. Em seguida, criticou a atuação de professores, dizendo que direitos humanos seriam defendidos por cristãos.
Líderes evangélicos criticaram as falas de Malafaia. Yago Martins, da Igreja Maanaim, chamou o pastor de picareta do neopentecostalismo. Hermes Fernandes, do Rio, descreveu o evento como militância política disfarçada de culto, questionando a relação entre evangelho e dominação de corpos.
Malafaia rebateu as críticas, chamando os detratores de linguarudos e dizendo que falar a verdade não seria política. A reação gerou debate entre fiéis sobre o limite entre fé e política durante o encontro.
Em Curitiba, Deltan Dallagnol realizou uma oração solicitando a Deus que afaste corruptos e abusadores do poder. O governador Ratinho Junior (PSD) participou do evento, recebendo uma mensagem considerada profética pelos organizadores.
A presença de uma missionária norte-americana marcou a programação: Cindy Jacobs profetizou sobre o Brasil, afirmando que o país começaria a um upstream de corrupção revelada. A tradução ficou a cargo da pastora Ana Paula Valadão. Jacobs mencionou alinhamento com Israel e citou profecias prévias sobre a Argentina.
O The Send reuniu jovens evangélicos, com apresentações de artistas. A transmissão ocorreu simultaneamente em cinco capitais, mantendo o foco em mensagens de fé e expectativa de renovação espiritual, segundo organizadores.
Padre Ferdinando criticou Nikolas Ferreira durante a cobertura de uma caminhada. O religioso afirmou que o ato não defendia verdadeiramente a vida, insinuando motivações políticas, sem citar o deputado por nome.
Nikolas Ferreira respondeu, defendendo que armas podem ter função de proteção, não apenas de dano. O parlamentar afirmou que seguranças do Papa não dependem de símbolos religiosos para proteção, sugerindo limitações do discurso crítico.
Segundo Ferreira, quem critica a caminhada não aborda temas como crime organizado e violência. A troca de declarações ocorreu em meio a debates sobre liberdade religiosa e uso político da fé.
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