Laura Fernandez é apontada como a próxima presidente de Costa Rica, assumindo com um mandato populista e promessas de reformas constitucionais e suspensão de liberdades civis para combater a violência associada ao tráfico. A eleição ocorreu em meio a críticas a medidas duras de segurança.
A candidata atuou como assessora e funcionária do Ministério do Planejamento, e ocupou o cargo de chefe de gabinete do atual presidente Rodrigo Chaves. Apoiadores a veem como conhecedora profunda do governo e de seus entraves.
No comitê de campanha, a liderança de Pilar Cisneros disse que um grupo próximo a Chaves, incluindo o próprio presidente, escolheu Fernandez. A declaração ressalta o alinhamento entre a nova líder e o entorno de Chaves.
Fernandez, natural de Esparza e criada em San José, é casada e tem uma filha pequena. Ela mantém uma imagem conservadora, com foco familiar, e recebe apoio de grupos evangélicos em ascensão no país.
A candidata já manifestou admiração por Nayib Bukele, e sinalizou intenção de decretos de emergência em áreas de alta criminalidade para restringir liberdades civis. Também promete concluir a construção de uma penitenciária de alta segurança.
Durante a campanha, adversários a caracterizaram como aliada de Chaves, questionando sua autonomia. Cisneros afirmou que Fernandez governará, mas terá o respaldo de Rodrigo Chaves dentro do projeto político.
Ao declarar vitória em San José, Fernandez prometeu uma nova era na política costa-riquenha, afirmando que a mudança será profunda e irreversível e que o país caminha para uma “terceira república”.
Contexto histórico e desdobramentos ficam por conta de comentaristas políticos e organismos internacionais, que avaliam o impacto de políticas de segurança sobre direitos civis e instituições democráticas. A transição deve ocorrer ao longo deste ano.
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