O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou que o coronel da reserva Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro, trabalhe com análise de obras militares e produção de relatórios para o Comando Militar do Planalto. Câmara foi condenado a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.
Na decisão, assinada na sexta-feira 30 e publicada nesta segunda, Moraes afirmou que o modelo de trabalho proposto é incompatível com a condenação do militar. O ministro classificou a participação como juridicamente impossível, desarrazoada e inadequada.
Moraes determinou que Câmara e o Comando do Batalhão de Polícia do Exército em Brasília indiquem novas possibilidades de trabalho interno, principalmente administrativas. A ordem busca alinhar atividades ao estado de condenação do ex-assessor.
Conforme investigações da Polícia Federal, Câmara foi apontado como responsável pelo monitoramento de Moraes, em um esquema que visava assassinato do ministro, do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A apuração segue em andamento.
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