Os democratas da Geórgia enviaram hoje uma carta ao procurador-geral dos EUA, pedindo esclarecimentos sobre a participação de Tulsi Gabbard, diretora de inteligência nacional, na época da apreensão realizada pelo FBI nas dependências eleitorais do condado de Fulton, referente aos registros de 2020. A ação ocorreu na semana passada, durante a operação que visou quase 700 caixas de documentação eleitoral daquele ano.
Segundo os parlamentares, a presença de Gabbard no local levanta questões sobre a legalidade de qualquer vínculo com uma possível relação de inteligência estrangeira. A carta solicita um briefing ao Departamento de Justiça sobre a atividade e a investigação associada, com prazo para resposta até 13 de fevereiro de 2026.
A informação de base indica que o FBI utilizou um mandado de busca criminal no edifício eleitoral de Fulton, em 28 de janeiro, para apreender a quase totalidade dos materiais de 2020. Ainda segundo o documento, o mandado teria sido apresentado pelo procurador dos EUA para o distrito leste de Missouri e ocorre após a demissão do chefe do FBI em Atlanta, Paul Brown, que havia manifestado preocupações sobre a operação.
Detalhes da solicitação dos legisladores
A carta é assinada por o senador Raphael Warnock e pelas representantes Lucy McBath e Nikema Williams, todas atuando em comissões de fiscalização ou investigações. McBath ocupa a posição de membro sênior na subcomissão de crime e vigilância federal, enquanto Williams atua na subcomissão de supervisão. Ambos representam parte de Fulton County.
Os parlamentares destacam ainda a repetição de alegações de Donald Trump de fraude eleitoral na Geórgia, que foram refutadas por autoridades e especialistas. A carta sustenta que a disseminação de desinformação sobre o pleito pode comprometer a confiança pública no processo eleitoral.
Entre na conversa da comunidade