Peter Mandelson aparece envolvido em contatos com bancos para financiar projeto de mineração ligado a Nat Rothschild, amigo dele e de Jeffrey Epstein. Documentos vazados indicam que, em abril de 2010, o então ministro da Economia britânico contatou o banqueiro Jes Staley, da JP Morgan, para buscar apoio ao veículo de investimento de Rothschild.
Segundo os e-mails, Mandelson ficou contente ao saber que a JP Morgan planejava atuar como book runner ao lado da Credit Suisse em um veículo de £700 milhões listado na London Stock Exchange. O político enviou a mensagem pessoalmente, desejando boa sorte ao grupo.
O conteúdo também sugere que Mandelson compartilhou a troca de mensagens com Epstein, que é retratado como amigo próximo de Staley. Epstein respondeu chamando Mandelson de “muito ardiloso” na conversa.
As mensagens indicam que Mandelson usou influência governamental para incentivar a participação de Staley no projeto, ainda conforme os documentos. Além disso, sinais indicam que o então ministro teria atuado junto com Epstein e Staley em relação a discussões com autoridades americanas.
Segundo os registros, Mandelson teria usado pontos de conversa de Rothschild e Epstein em conversas com Larry Summers, então secretário adjunto do Conselho Econômico Nacional de Obama, sobre reformas após a crise financeira. Também haveria compartilhamento de memorandos confidenciais com Epstein.
Relatos indicam que Mandelson pediu a Epstein que intermediários de JP Morgan conversassem com Summers sobre regras do setor financeiro, como a Volcker Rule. Em resposta, Epstein sugere manter contato com Summers por meio de Jes Staley.
A imprensa britânica informa que o episódio ocorre em meio a uma investigação policial sobre possível vazamento de documentos oficiais por Mandelson, após encaminhamento do Cabinet Office. O político nega ações impróprias e afirma ter atuado em defesa dos interesses setoriais.
A assessoria de Mandelson confirmou que o Cabinet Office encaminhou a polícia uma avaliação de alguns e-mails encontrados nos arquivos de Epstein. Não foram divulgados detalhes sobre o andamento da apuração. A porta-voz não comentou sobre pagamentos ou vínculos com Epstein.
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