O governo Lula iniciou em fevereiro o mapeamento de nomes para substituir ministros até o prazo de desincompatibilização, em abril. A ideia é recompor a Esplanada com base na experiência, no tema da pasta e na relação com o titular.
A lista ainda é embrionária. Já aparecem nomes como Olavo Noleto, atual secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, para a articulação política, e Dario Durigan, secretário-executivo da Fazenda, para a equipe econômica.
No plano, o Planalto prioriza alianças já firmadas com partidos do Centrão, mesmo que siglas lancem adversários à eleição. A prioridade é manter a fidelidade aos acordos existentes.
Fidelidade em pauta
Lula segue critérios de fidelidade para compor a Esplanada, mantendo acordos com União Brasil, PP e PSD. Indicações devem evitar conteúdo político direto, em razão da eleição, segundo o modelo Frederico Siqueira.
Além da pasta das Relações Institucionais e da Fazenda, outras cerca de 20 pastas devem passar por redefinição nos próximos dois meses. A reforma ministerial deve ocorrer a partir de abril.
Exceções e cenários partidários
O PP não deve indicar substituto para André Fufuca, abrindo espaço para um nome de confiança do presidente. Fufuca pode concorrer ao Senado pelo Maranhão, após permanecer no cargo.
No caso do União Brasil, houve expulsão de Celso Sabino após decisão interna. O governo avalia reaproximação para compor chapas no Norte e Nordeste, com Davi Alcolumbre atuando como elo entre as partes.
O governo mantém a prática de manter neutralidade em relação à candidatura presidencial, buscando estabilidade institucional e continuidade das alianças já firmadas. O foco é compatibilizar espaço ministerial com as redes político-partidárias.
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