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Novos arquivos Epstein não acalmam indignação; defendem ocultação de documentos

Advogados afirmam que milhões de documentos continuam retidos, mesmo após o DoJ divulgar mais de 3 milhões de páginas dos arquivos Epstein

Todd Blanche, the US deputy attorney general, speaks during a press conference at the US Department of Justice on 30 January 2026 in Washington DC.
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou cerca de 3 milhões de arquivos investigativos relacionados a Jeffrey Epstein. A divulgação ocorreu na última semana, apesar de a Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein (EFTA) estabelecer o prazo de 19 de dezembro para a divulgação completa.

O atraso no cumprimento do prazo gerou críticas de organizações de defesa das vítimas. Representantes afirmam que milhões de documentos ainda podem estar sendo retidos. O subprocurador-geral Todd Blanche, que atuou como advogado de defesa durante o governo de Donald Trump, afirmou que o processo de identificação e revisão foi feito para assegurar transparência e cumprir a legislação.

Blanche explicou que a Justiça identificou mais de 6 milhões de páginas potencialmente relevantes, após uma coleta extensa de materiais de várias fontes. Segundo ele, o total de páginas divulgadas supera os 3 milhões, enquanto o conjunto inicial foi muito maior devido à intenção de ampliar a transparência.

Defensores das vítimas enfatizam que a liberação não esclarece plenamente como Epstein agiu ao longo de décadas e não revela detalhes sobre possíveis testemunhos, contatos ou proteção institucional. Líderes de organizações que representam as víctimas ressaltam que o governo não pode eximir-se de responsabilidade.

Advogados de Maria Farmer e representantes da Radar Online, que movem ações judiciais relacionadas à divulgação dos arquivos, destacam questões sobre redactions e a identificação de material não divulgado. Eles defendem que o governo precisa ampliar a transparência e revisar decisões de exclusão.

Críticos do governo e parlamentares democratas reagiram de forma contundente. O congressista Jamie Raskin afirmou que a divulgação é insuficiente e questionou o que resta a ser revelado entre as mais de 3 milhões de páginas já tornadas públicas. Raskin integra a comissão judicial da Câmara.

A Justiça respondeu criticamente, destacando que a divulgação soma mais de 3,5 milhões de páginas em conformidade com a lei. Em nota, o DOJ afirmou que itens não relevantes foram identificados e excluídos, mantendo o objetivo de transparência para o público e para o Congresso.

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