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OAB de SP busca audiência com Cármen Lúcia para discutir código de ética do STF

OAB de São Paulo busca audiência com Cármen Lúcia para debater código de ética do STF, defendendo abertura do debate e propostas em estudo

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OAB de São Paulo pretende audiência com a ministra Cármen Lúcia para discutir a criação de um código de ética para o STF. O pleito foi enviado pela entidade ao STF em janeiro, em meio a desdobramentos políticos e judiciais. A ideia é que o tema não seja interditado pela Corte.

Leonardo Sica, presidente da OAB/SP, afirmou à GloboNews que a audiência será marcada e que a abertura do tema pela própria Corte foi recebida de forma positiva. Em dezembro, o atual presidente do STF iniciou a discussão propondo o código.

O código de conduta para ministros ganhou força após a atuação de Edson Fachin, que apresentou a proposta no início do recesso. Em 2 de janeiro, durante a abertura do ano judiciário, Fachin indicou Cármen Lúcia como relatora do tema.

Propostas da OAB/SP

A OAB/SP apresentou um texto de código de ética com regras para evitar conflitos de interesse, incluindo impedimento de ministros em casos com familiares ou interesses de amigos, e quando o ministro já tenha atuado no processo antes de integrar a corte. A proposta também prevê divulgação de agendas, participação em eventos apenas com sponsor sem interesse em processos pendentes e ausência de manifestações político-partidárias.

Entre outras medidas, o documento sugere que ministros participem de sessões presenciais com exceção de situações excepcionais, e estabelece uma quarentena de três anos para ex-ministros que retornem à advocacia após aposentadoria ou exoneração.

A OAB/SP destacou que o texto é aberto e que o objetivo é manter o debate, sem interditar as discussões. O objetivo é ampliar o diálogo entre a entidade e o STF sobre regras de conduta.

Contexto recente

Fachin, em discurso na abertura do Judiciário, afirmou que o momento exige ponderação e autocorreção, reiterando o compromisso com a elaboração do código. O presidente do STF destacou ainda a importância de proteger a democracia e as instituições durante períodos de desafio institucional.

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