O apoio público de Michelle Bolsonaro à deputada Caroline de Toni (PL-SC) expôs disputas internas e acusações de misoginia dentro do PL de Santa Catarina, segundo o cientista político Beto Vasques, em entrevista ao UOL News. O comentário passa por tensões entre lideranças locais e aliados nacionais.
A tensão aumentou após Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmar que não há vaga para De Toni no Senado, priorizando Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin em acordos nacionais. A fala sinaliza alinhamentos que podem excluir a parlamentar catarinense.
Para Vasques, a estratégia da extrema direita envolve táticas clássicas de ódio e desinformação, além de misoginia, associadas a ataques a jornalistas mulheres. O economista político destaca que esse padrão não é exclusivo de oponentes, ocorrendo também dentro do próprio espectro.
Caroline de Toni, mesmo com bom desempenho nas pesquisas, fica sem vaga por um acordo entre lideranças que, segundo Vasques, excluiu a mulher do pacto. Nesse contexto, Michelle também é mencionada como ré na reclamação por tratamento desigual.
O cientista político aponta que a nomeação de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina gerou desconforto entre lideranças locais e é interpretada como desrespeito à identidade política do estado. A situação é descrita como imposição externa ao regional.
Vasques encerra sinalizando a necessidade de reação de políticos e do eleitorado catarinense diante de decisões vindas de fora. O objetivo é preservar a autonomia regional e evitar episódios de desmerecimento político.
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