O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira, pediu a quebra dos sigilos da Barci de Moraes Sociedade de Advogados, escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes. A suspeita envolve o contrato de 129 milhões de reais com o Banco Master. A intenção é ouvir Viviane Barci de Moraes na comissão.
Segundo Vieira, existem “fundadas suspeitas” de que o valor pago não teria origem em atividade econômica regular, mas sim em recursos ilícitos ligados ao crime organizado. O requerimento também solicita a convocação da proprietária para depor.
O pedido está sob análise do colegiado da CPI, com protocolo realizado na segunda-feira passada. A comissão é formada por 11 senadores, presidida por Fabiano Contarato e com Hamilton Mourão como vice.
A apuração cita ligações entre o Banco Master, a corretora Reag e a organização criminosa PCC, mencionando fluxo de recursos que teriam alimentado o banco. A Reag teve liquidação decretada pelo Banco Central recentemente.
Vieira afirma que os pagamentos de 3,6 milhões de reais ao escritório não correspondem a uma remuneração típica de serviços jurídicos, sugerindo possível lavagem de dinheiro. O relator cita mensagens que indicariam urgência em pagamentos.
Além de Viviane, o relator pediu a quebra dos sigilos da Lex Instituto de Estudos Jurídicos, ligado ao casal, por suspeitas de recebimento de recursos ilícitos. A justificativa aponta movimentações em rubricas nebulosas como patrocínios institucionais.
O Portal Gazeta do Povo já buscou contato com o escritório e com o gabinete de Moraes, sem retorno até o momento. A Câmara dos Deputados não foi acionada neste texto, pois a matéria tramita na CPI do Senado.
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