Keir Starmer confirmou, pela primeira vez, que tinha conhecimento de uma relação de longo prazo entre Peter Mandelson e Jeffrey Epstein antes de nomeá-lo embaixador dos EUA. O premiê afirmou que Mandelson mentiu repetidamente sobre o grau de contato com o condenado por abuso de menores.
Em pleno questionamento no PMQs, Starmer disse que Mandelson traiu o país com seus acordos e tratou de afastá-lo do cargo. O premiê justificou a decisão citando mentiras graves durante o processo de indicação ao posto.
A investigação policial em curso foca no possível vazamento de informações sensíveis de mercado e de e-mails institucionais para Epstein durante o governo de Gordon Brown. Mandelson já foi removido do conselho privado e pode perder o título de par.
Starmer informou ter concordado com a reis de sua majestade para remover Mandelson da lista de membros do privy council, devido ao dano causado à reputação dessa instituição. O processo envolve avaliação de impactos na credibilidade pública.
O primeiro-ministro também destacou que houve perguntas durante a verificação de segurança sobre o relacionamento com Epstein. Ele afirma que Mandelson respondeu com informações incompletas e várias vezes dietou a verdade.
A oposição, representada por Kemi Badenoch, exige a divulgação completa de documentos oficiais sobre a nomeação. O governo se dispôs a tornar parte dos materiais públicos, com limitações por segurança nacional.
No terreno político, a polícia confirmou a abertura de uma investigação criminal nesta terça-feira sobre o suposto vazamento de informações confidenciais, em meio a documentos dos arquivos Epstein. As revelações provocaram reação veemente de setores diversos.
Entre os impactos, destacam-se críticas à gestão de Mandelson na época da crise financeira de 2008, já que informações sensíveis teriam sido compartilhadas durante o auge do resgate econômico. A aprovação de Starmer para a remoção do ex-ministro é apresentada como tentativa de proteção institucional.
Os desdobramentos seguem movimentando o debate público, com a oposição cobrando transparência e o governo afirmando que medidas administrativas já foram tomadas para preservar a estabilidade institucional.
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