A CPI do Crime Organizado deve ouvir o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o secretário estadual de Segurança Pública, Victor dos Santos, na próxima quarta-feira. A sessão foi cancelada nesta terça devido às ausências dos dois convidados, que não tinham obrigação de comparecer.
Castro justificou a ausência com um compromisso internacional de agenda oficial. Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, indicou Sandro Avelar, secretário de Segurança do DF, para representá-lo. O presidente da CPI, Fabiano Contarato, tornou obrigatória a presença de Ibaneis caso o convite recebido seja mantido.
O convite a governadores e secretários parte de requerimento do relator, senador Alessandro Vieira. Ele sustenta que a colaboração dos gestores da segurança pública é indispensável para entender a realidade local, com dados de inteligência e execução de políticas de enfrentamento ao crime.
A CPI, instalada em novembro no Senado, reúne ex-governadores, ex-ministro da Justiça e agentes de segurança pública. O foco é a atuação de milícias e facções criminosas no Brasil, com avaliação de serviços de inteligência, investigações e sistema prisional.
Além dos governadores, Vieira protocolou pedidos para ouvir outras figuras. O relator quer a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, ministro do STF, bem como ouvintes que são irmãos de Dias Toffoli. Também há interesse em ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-diretor da instituição.
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