Um homem que recebeu clemência do ex-presidente Donald Trump por envolvimento no ataque ao Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021 se declarou culpado de uma acusação de assédio relacionada a ameaças contra o congressista Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara. Christopher Moynihan, 35 anos, admitiu culpa em uma audiência em Clinton, no estado de Nova York, por um delito menor, e deverá receber a sentença em abril.
Segundo a promotoria, Moynihan enviou mensagens de texto com ameaças de morte durante um período próximo a um evento público no qual Jeffries iria se apresentar em Nova York. O texto dizia tratar-se de um terrorista e afirmava a intenção de matar Jeffries no futuro, colocando a vítima em medo razoável de assassinato iminente, conforme a queixa apresentada no tribunal estadual.
Moynihan, residente em Pleasant Valley, Nova York, já havia sido condenado em fevereiro de 2023 a 21 meses de prisão por obstrução de procedimento oficial entre outras acusações. Ele estava entre mais de 1.500 pessoas processadas pela insurreição no Capitólio em Washington, em 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores de Trump tentaram impedir a certificação da vitória de Joe Biden.
Trump concedeu perdões a uma grande parte dos envolvidos no ataque ao Capitólio ao iniciar seu segundo mandato, numa demonstração de apoio aos apoiadores que contestaram a vitória de Biden nas eleições de 2020. O caso de Moynihan é citado pela imprensa como exemplo de ações judiciais relacionadas aos desdobramentos do evento.
As autoridades destacam que ameaças a autoridades eleitas não constituem discurso político, mas atos criminosos que afetam a segurança pública e o funcionamento da democracia. A defesa de Moynihan não foi imediatamente contatada para comentar o caso.
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