A disputa por palanques em Minas Gerais coloca Lula e Flávio Bolsonaro diante de um dos maiores desafios da eleição. Tentativas de alianças e negociações para montagem de candidaturas competitivas no estado ganham intensidade nas últimas semanas. Minas possui peso eleitoral relevante e história de vitórias que costumam indicar caminho ao Planalto.
Lula, do PT, sinalizou manter a possibilidade de Pacheco no cenário mineiro, mesmo após conflitos com a indicação ao STF. O plano original foi mantido com ajustes, incluindo a possibilidade de filiação de Pacheco ao União Brasil, hipótese discutida por interlocutores que acompanham o Planalto. Fontes próximas ao Palácio avaliam viabilidade da estratégia.
O PT também sondou nomes como Sandra Goulart, reitora da UFMG, e Márcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte, hoje ligado ao PV. Porém, as alternativas enfrentam dificuldades de viabilidade eleitoral, conforme avaliações internas. Outros nomes como Alexandre Kalil e Tadeu Leite também circulam entre integrantes da cúpula petista.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro vê dificuldade de consolidar palanque com o deputado Nikolas Ferreira, que optou pela reeleição à Câmara. A recusa aumenta temores de repetição do cenário de 2022, quando alianças tardias dificultaram a vitória de Lula em Minas por margem estreita.
Na direção do PSL, a situação envolve o PSD de Rodrigo Pacheco e o atual governo mineiro. O vice-governador Mateus Simões pode ficar posicionado para eventual disputa, enquanto Kalil, filiado ao PDT, mantém conversas com o PT, mas sinaliza campanha independente se não houver espaço favorável no centro.
Nikolas Ferreira surge como peça-chave para a direita em Minas. Com forte influência online, ele é visto como potencial impulsionador das candidaturas locais e da linha bolsonarista. Embora declare foco na Câmara, sua relação com o campo conservador mineiro permanece em constante avaliação.
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