Keir Starmer aceitou a renúncia de seu chefe de gabinete, Morgan McSweeney, após dias de críticas sobre a atuação dele na defesa da nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA. A saída ocorreu no fim de semana, em Downing Street, e é vista por alguns como sinal de fraqueza do premier diante das pressões internas.
Críticos dizem que McSweeney acumulava poder incomum, com acesso próximo a Starmer, semelhante apenas aos tempos de outros pares influentes no governo anterior. A depender da leitura, a saída dele pode ter sido voluntária ou resultado de pressões internas que já circulavam há semanas.
Para aliados de Starmer, McSweeney foi instrumental para reorganizar o espectro político do Labour e consolidar a posição do líder no centro. Já oposicionistas veem o conjunto como indicativo de uma cultura de gestão que privilegiava alianças internas em detrimento da governança prática.
Entre membros do Labour, a demissão de McSweeney pode aliviar tensões de curto prazo, especialmente entre a ala que cobra mudanças na condução do governo. Outros, porém, entendem que a saída pode transferir parte da responsabilidade do atual desempenho do governo para o primeiro-ministro.
Analistas afirmam que a ausência de um “guardião” próximo a Starmer muda o cenário de pressão interna. Em meio a incertezas sobre resultados eleitorais, críticos veem o movimento como oportunidade para questionar a gestão, sem, no entanto, indicar que a crise está encerrada.
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