O governador de New South Wales, Chris Minns, defendeu a atuação policial durante um protesto contra a visita do presidente israelense Isaac Herzog, realizado em Sydney na segunda-feira, dizendo que as forças de segurança estavam diante de uma “situação impossível”.
O protesto, que ocorreu próximo ao Town Hall, contou com a retirada de 27 manifestantes e resultou em sprays de pimenta para dispersão. A polícia informou ter sido alvo de ataques a 10 oficiais, sem registro de ferimentos graves entre eles.
Abigail Boyd, deputada do Green, afirmou ter sido alvo de agressão durante a manifestação, relatando lesões no pulso e no queixo. Ela descreveu o episódio ao rádio ABC como surpreendente e revelou sentir-se traída pela atuação policial.
Minns comentou, em entrevista à Nine, que as autoridades tentaram evitar o confronto, inclusive sugerindo que o protesto devesse ocorrer em Hyde Park para manter a segurança. Ele destacou que milhares de judeus estavam na cidade na mesma noite, o que exigiu separação entre grupos.
Questionado sobre a legalidade das restrições de protesto impostas, Minns afirmou que houve um esforço para manter a paz, apesar das críticas de parte da oposição. A premiê de atuação do governo, o Legislativo e a polícia continua sob avaliação pública.
O primeiro-ministro federal, Anthony Albanese, afirmou estar consternado com as cenas, ressaltando que a liberdade de expressão é fundamental, desde que ocorram de forma pacífica, com rotas de marcha claramente definidas.
Josh Lees, organizador da Palestine Action Group, disse que a noite foi a pior que já presenciou e pediu uma marcha pacífica até o parlamento para evitar confrontos. O grupo planeja novo ato na terça-feira, exigindo a liberação de todas as acusações.
A polícia de NSW disse que respondia a uma situação volátil, com instruções para evitar confrontos e manter distâncias entre grupos. Um vídeo mostrou pessoas ajoelhadas para orar, enquanto outras imagens mostraram prisões e momentos de tensão.
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