O Departamento de Justiça dos EUA pediu a extinção de um processo criminal contra Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump, ligado à recusa em testemunhar diante do comitê da Câmara sobre o ataque ao Capitólio em 2021. A decisão foi registrada como parte de uma negociação processual recente.
Bannon foi condenado em 2022 por dois crimes de desobediência ao Congresso, por não depor nem apresentar documentos solicitados pelo comitê que investigava o 6 de janeiro. A defesa e a acusação já haviam discutido o desfecho caso a caso fosse considerado adequado pela Justiça.
A promotoria federal afirmou que Bannon acreditava estar acima da lei ao ignorar a intimação, o que fundamentou a condenação anterior. O caso ganhou novo impulso após a prisão do ex-assessor em 2024 e sua liberação pouco antes das eleições presidenciais daquele ano.
Em documento sem oposição, apresentado nesta segunda-feira, a Justiça informou que a dispensa do caso atende aos interesses de justiça. A peça foi assinada pela procuradora-geral estadual do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, nomeada por Trump para o cargo.
Bannon não respondeu de imediato a pedidos de comentário. O episódio marca mais uma ação do governo para encerrar casos relacionados ao 6 de janeiro, em meio a uma sequência de indultos promovida por Trump a um número expressivo de rioters.
Contexto do caso
A Justiça mencionou que, se concedida, a dispensa com prejuízo impediria a reinvestidura do processo. A decisão envolve questões processuais consideradas relevantes para o equilíbrio do sistema judicial.
Desdobramentos políticos
A medida ocorre após a atuação presidencial anterior de Trump, que concedeu indultos a diversos indivíduos ligados aos eventos de 2021. O processo permanece sem novos desdobramentos públicos no momento.
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