O Brasil obteve 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) e ficou na 107ª posição entre 185 países avaliados. O relatório, publicado nesta terça-feira (10), aponta o segundo pior resultado da série histórica, atrás apenas de 2024 (34 pontos). A divulgação ressalta que a variação de um ponto está na margem de erro.
A nota é compartilhada com o Sri Lanka na 107ª colocação. A Dinamarca lidera com 89 pontos; Somália e Sudão do Sul aparecem com apenas 9. A média global e da região americana é de 42 pontos, e o Brasil permanece abaixo dessa média desde 2015.
Entre 2025, o IPC cita dois escândalos que impactaram a percepção de corrupção: fraudes em descontos associativos no INSS e suspeitas de emissão de cédulas de crédito fraudulentas pelo Banco Master. Esses casos ajudam a explicar a queda relativa do país frente a 2024.
Como é calculado o IPC
O IPC utiliza 13 fontes independentes; a percepção avalia suborno, desvio de dinheiro público e uso do cargo para ganhos pessoais. As fontes devem garantir qualidade metodológica e clareza sobre coleta de dados.
Entre as fontes estão bancos regionais, jornais e organizações internacionais, que fornecem dados para cada país. A metodologia prioriza a consistência entre as instituições que registram as informações.
Contexto da percepção de risco
A divulgação evidencia que o Brasil figura entre países com maior risco para jornalistas que denunciam corrupção. Segundo o relatório, mais de 90% dos assassinatos nesse grupo ocorrem em nações com IPC inferior a 50 pontos.
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