O Congresso filipino rejeitou nesta terça-feira as denúncias de impeachment contra o presidente Ferdinand Marcos Jr., resultado amplamente esperado após os aliados na Câmara dos Deputados votarem esmagadoramente pela dismissão. A decisão ocorreu uma semana depois de a comissão de justiça ter rejeitado outra linha de acusações, citando falta de embasamento.
Foram 284 votos pela rejeição, 8 pela abertura de impeachment e 4 abstenções. A regra constitucional impede novas denúncias contra Marcos até o próximo ano. O impeachment exigia respaldo de pelo menos um terço dos mais de 300 membros da Câmara.
A rejeição mantém Marcos no cargo e desloca o foco para a vice-presidente Sara Duterte, alvo de nova leva de denúncias que circulam desde início de fevereiro. O desfecho consolida a linha de defesa já adotada pelo governo.
Contexto histórico
Desde a redemocratização de 1986, apenas um presidente filipino foi impeachment efetivado, no caso de Joseph Estrada, cujo processo foi interrompido após protesto dos promotores. Marcos enfrenta denúncias ligadas a gastos públicos, suposta corrupção e violação constitucional.
Entre as acusações, há menções à aprovação de medidas para permitir a detenção do ex-presidente Rodrigo Duterte para julgamento no Tribunal Penal Internacional. Marcos também é citado por suposto abuso de poder em obras de controle de inundações, além de acusações about uso de substâncias controladas, que ele nega.
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