Ghislaine Maxwell, ex-companheira e cúmplice de Jeffrey Epstein, recusou-se a responder perguntas do comitê do Congresso dos EUA nesta segunda-feira. A deposição foi feita por videoconferência, em ambiente de portas fechadas, enquanto Maxwell permanece presa no Texas. Ela disse estar disposta a depor caso recebesse um indulto de Donald Trump.
A audiência ocorreu em meio à divulgação de documentos não censurados do caso Epstein, após pressão de parlamentares. A medida faz parte de uma lei de transparência aprovada pelo Congresso e sancionada por Trump para tornar públicos todos os documentos em posse do Departamento de Justiça relacionados ao caso Epstein.
Maxwell, de 64 anos, é a única pessoa condenada por crime relacionado a Epstein. Em 2021, foi considerada culpada por tráfico sexual de menores para o financista e cumpre pena de 20 anos. O advogado da empresária afirmou que ela só fala com indulto presidencial.
“Como era de se esperar, Maxwell invocou a Quinta Emenda e não respondeu às perguntas”, comentou o presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer. O advogado David Markus disse que Maxwell está aberta a falar se houver indulto de Trump.
A investigação envolve vínculos de Epstein com figuras políticas, empresariais e acadêmicas. Parlamentares apontam censura de nomes em documentos divulgados, o que gera críticas sobre a efetividade da lei de transparência.
Entre outros desdobramentos, Clinton e Hillary Clinton devem depor sobre seus laços com Epstein; Trump não foi convocado formalmente. Maxwell foi transferida em 2025 para uma prisão de segurança mínima no Texas, após encontros com o vice-procurador-geral Todd Blanche.
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