Oposição denuncia uso de parlamentares como boi de piranha no Conselho de Ética após ocupação da Mesa Diretora. O episódio ocorreu no âmbito de ações da Câmara dos Deputados em 2025, quando trabalhos legislativos foram interrompidos pela mobilização de oposicionistas. O objetivo da comissão é apurar os fatos envolvendo os envolvidos.
Entre os participantes do episódio, aparecem Zé Trovão (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RRS) e Marcos Pollon (PL-MS). A denúncia sustenta que a cúpula do Parlamento tenta apontar apenas três deputados como responsáveis, buscando desviar a atenção de outros participantes e de pressões políticas internas.
Segundo Zé Trovão, teriam sido simulados acordos para a desocupação da Mesa Diretora, o que motivaria uma punição seletiva. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria sido citado como parte de uma possível reação das lideranças, que negam qualquer acordo. O debate envolve acusações de conduta inadequada na condução dos trabalhos.
Contexto do caso
A ocupação da Mesa Diretora, vinculada à decretação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, é o marco do conflito. O trio também sustenta que a decisão de responsabilizar apenas alguns parlamentares decorre de mágoas com negociações anteriores.
Próximos desdobramentos
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar realiza oitivas para esclarecer os fatos até quarta-feira (11). A atuação do colegiado visa estabelecer responsabilidades e esclarecer as circunstâncias que cercam o episódio. A reprodução de versões divergentes permanece como ponto central da apuração.
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