Matthew Doyle, deputado britânico e antigo assessor sênior de Keir Starmer, teve a “whip” do Labour suspensa no Parlamento ao surgir que apoiou publicamente um amigo investigado por possuíção de imagens indecentes de menores. O episódio ocorreu após Doyle ter mantido campanhas em defesa de Sean Morton, ex-vereador do Labour na Escócia, acusado em 2016 e condenado em 2018 por possuir essas imagens.
Doyle pediu desculpas por sua ligação com Morton, afirmando que o apoio foi um erro de avaliação. Ele afirmou ainda ter tido contato mínimo com Morton após o período de campanha e não ter mais mantido contato há anos. O Labour informou que a suspensão ocorreu após as investigações internas sobre o caso.
Morton foi condenado em 2018 por posse de imagens indecentes de menor. Também houve menção de que Morton já havia sido envolvido em controvérsias anteriores, além de ter sido candidato independente em Scotland após o afastamento pelo partido.
Reações e desdobramentos
Doyle declarou que não apoiaria mais Morton e que condena veementemente os crimes envolvendo menores. O porta-voz de Starmer alegou que o líder não tinha conhecimento formal de toda a relação antes da nomeação de Doyle como peer.
Pam Duncan-Glancy, senadora do Scottish Labour, teve o whip suspenso após revelações sobre sua proximidade com Morton. Duncan-Glancy anunciou a intenção de abandonar o Parlamento escocês em maio, citando a prioridade de representar Glasgow sem distrações.
Na visão do governo oposicionista, a oposição concluiu que o episódio exige clareza sobre o conhecimento de Starmer a respeito dessas ligações antes da nomeação. O Labour afirmou que as acusações são avaliadas com base nas regras internas, sem conclusões precipitadas.
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