O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou nesta noite de terça-feira a análise do pedido de cassação do mandato do senador Jorge Seif, de Santa Catarina. O caso envolve acusações de abuso de poder econômico na campanha de 2022, com alegações de uso de aviões, helicópteros e funcionários da Havan, empresa de Luciano Hang.
Seif integra a ala ligada ao bolsonarismo. Os sete ministros do TSE precisam decidir se houve crime ou não, com base em provas já apresentadas. O relator, Floriano de Azevedo Marques, pediu a produção de provas adicionais antes de votar.
Marques, indicado pelo presidente Lula, já sinalizou, em votos reservados em 2024, caminhos diferentes para o caso. Em meio ao andamento processual, houve impasses que levaram o julgamento a se arrastar ao longo de 2024, sem conclusão.
Entre as tentativas de condução do processo, houve intervenções de aliados do Supremo Tribunal para acalmar o confronto institucional. O Ministério Público Eleitoral manteve o pedido de cassação e solicitou novas diligências, mantendo a pauta sob análise.
O resultado acionará consequências relevantes: a cassação, se confirmada, influenciaria a percepção sobre a lisura de campanhas e a independência do TSE; a absolvição manteria a dúvida sobre eventuais influências políticas no tribunal. Em qualquer cenário, o processo segue em curso.
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