O secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, tentou, nesta terça-feira, dissociar-se de Jeffrey Epstein, afirmando ter tido apenas “pouco a ver” com o financiador e condenado por crimes sexuais, em meio a pedidos de sua renúncia.
O Departamento de Justiça divulgou em janeiro milhões de novos arquivos sobre Epstein, incluindo e-mails que sugerem que Lutnick visitou a ilha privada do empresário no Caribe para um almoço, anos após dizer que rompeu laços. Lutnick foi nomeado ao cargo pelo presidente Donald Trump no ano passado.
A divulgação coincide com demandas de renúncia de membros das duas principais forças políticas, diante das revelações sobre as relações de Epstein com figuras de poder. Lutnick, por sua vez, manteve posições de neutralidade diante dos questionamentos.
Durante uma audiência no Senado, Lutnick afirmou que trocou apenas cerca de 10 e-mails e se encontrou três vezes com Epstein ao longo de 14 anos. Disse que o almoço ocorreu apenas porque estava em um barco nas proximidades da ilha, com a família presente.
Documentos da Justiça
Os novos documentos também ressaltam contradições entre declarações anteriores de Lutnick e os materiais recém-divulgados. Epstein morava próximo de Lutnick em Nova York, o que intensifica as dúvidas sobre a proximidade entre os dois.
Contexto mais amplo
A questão faz parte de um escrutínio maior sobre ligações de Epstein com figuras de destaque em política, negócios e entretenimento. Lutnick enfrenta críticas públicas, sem ainda haver uma conclusão oficial sobre seu destino no cargo.
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